O som do elevador causava-me estranha esperança.
Não sei por qual motivo, pois ele nunca havia me visitado nesse prédio, pois ele nunca havia me visitado. Mas esperança é assim, não tem motivo nem juizo.
Ele se multiplica em vários passados e se transforma em mim.
Todos os vazios somados, articulados, temperados com calmantes e curtidos em cachaça, viram um grande cheio.
Sigo então em Junho, balão de São João, gigante de vazios com calor no centro que me leva a voar esperando queimar, virar cinzas e adubar.
Saudades surgidas em 18 de Junho
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