Abra o teu livro de preces e me julgue
Corte meu corpo-sonho com teu pudor e guarde o sangue que jorrará para mostrar aos meus/teus filhos toda a tua moral e a minha falta de
Seja bom, mas me negue um sorriso acolhedor
Seja belo, mas negue o amor
Seja honesto, mas apenas consigo
Saias, ternos, camisas, me ranque, me desnude
Veja minha pele, perceba a tua
És a mesma coisa que eu
Ma(i)s mente.
Um dia se descobre que és uma mentira. Descrições sobre ausências, vazios, surtos e (des)certezas.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Por favor, me abrace antes que nos esqueçamos como se faz
Sim. Eu sei. Eu sei que não nos conhecemos bem.
Mas é que... Mas é que eu me sinto assim, sozinho e você... Você apareceu um dia desses e me abraçou. Ok, foi eu quem lhe abracei, mas foi tão seguro, sabe?
Será egoísmo?
Sim não precisa repetir que não nos conhecemos bem e que você acabou de sair de um relacionamento. Malditos sejam os relacionamentos de antiquário.
Eu queria lhe pedir pra largar tudo agora e vir me abraçar. Sei que nos vimos apenas uma vez, sei que isso faz algumas semanas, sei que eu estou fragilizado, mas caralho, como as pessoas fazem quando estão assim?
Não! Não quero falar com ninguém pela webcam e nem mandar mensagem de voz desabafando pelo celular, nem ao menos quero falar pelo celular. Não quero mais ter facebook, sim eu perdi propositalmente meu celular, tento me enganar dizendo que não, mas sim, eu o esqueci semi-conscientemente no banco do ônibus.
Eu queria saber como as outras pessoas fazem para se sentirem menos sozinhas. Quero saber como as mulheres fazem na TPM, como os idosos fazem quando são abandonados pelos filhos em asilos, quero entender as crianças de rua quando se tornam invisíveis, quero aprender com eles e fugir do virtual.
Por favor, não me julgue errado. Quero lhe pedir um abraço. Eu realmente preciso de um pouco de pele me tocando agora, sentir a respiração de outro ser, fazer um café junto contigo e sentir o sabor compartilhando isso. Quero sentir que ainda consigo me comunicar de verdade.
Eu sei que você está ocupado. Eu sei que não é má vontade. Não, não precisa me mandar uma foto, eu queria apenas um abraço. Eu queria apenas parar de escrever essas coisas e olhar em seus olhos ou em qualquer outros.
Mas é que... Mas é que eu me sinto assim, sozinho e você... Você apareceu um dia desses e me abraçou. Ok, foi eu quem lhe abracei, mas foi tão seguro, sabe?
Será egoísmo?
Sim não precisa repetir que não nos conhecemos bem e que você acabou de sair de um relacionamento. Malditos sejam os relacionamentos de antiquário.
Eu queria lhe pedir pra largar tudo agora e vir me abraçar. Sei que nos vimos apenas uma vez, sei que isso faz algumas semanas, sei que eu estou fragilizado, mas caralho, como as pessoas fazem quando estão assim?
Não! Não quero falar com ninguém pela webcam e nem mandar mensagem de voz desabafando pelo celular, nem ao menos quero falar pelo celular. Não quero mais ter facebook, sim eu perdi propositalmente meu celular, tento me enganar dizendo que não, mas sim, eu o esqueci semi-conscientemente no banco do ônibus.
Eu queria saber como as outras pessoas fazem para se sentirem menos sozinhas. Quero saber como as mulheres fazem na TPM, como os idosos fazem quando são abandonados pelos filhos em asilos, quero entender as crianças de rua quando se tornam invisíveis, quero aprender com eles e fugir do virtual.
Por favor, não me julgue errado. Quero lhe pedir um abraço. Eu realmente preciso de um pouco de pele me tocando agora, sentir a respiração de outro ser, fazer um café junto contigo e sentir o sabor compartilhando isso. Quero sentir que ainda consigo me comunicar de verdade.
Eu sei que você está ocupado. Eu sei que não é má vontade. Não, não precisa me mandar uma foto, eu queria apenas um abraço. Eu queria apenas parar de escrever essas coisas e olhar em seus olhos ou em qualquer outros.
sábado, 15 de novembro de 2014
Fuga
Alguém segure as minhas lágrimas, pois nos últimos dias elas resolveram fugir.
Correm pelas avenidas afora, gritam vaidosas por liberdade e deixam em soluços a nascente.
Algumas, mais comunitárias, se encontram com lágrimas vindas de outras avenidas e partilham suas histórias;
Outras, mais solitárias, secam nas ruas deixando na curva dos lábios o sal dos olhares.
Alguém, por favor, segure minhas lágrimas ou feche a porteira de minha'lma que teima em deixar-me correnteza.
Correm pelas avenidas afora, gritam vaidosas por liberdade e deixam em soluços a nascente.
Algumas, mais comunitárias, se encontram com lágrimas vindas de outras avenidas e partilham suas histórias;
Outras, mais solitárias, secam nas ruas deixando na curva dos lábios o sal dos olhares.
Alguém, por favor, segure minhas lágrimas ou feche a porteira de minha'lma que teima em deixar-me correnteza.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Das minhas raízes
Ranquei todas as minhas raízes e sai pro mundo. Voei para entender que sou árvore.
Voei para entender que tenho mais família do que imaginei e que sou muito mais gente do que supus.
Seja em queda ou pelo ar, me potencializo. Me grito, viro voz e falo obrigado.
Obrigado por ser apenas e só.
Sou árvore. Cigana, mas árvore. Meu lugar é em meio a bahias, florestas e serras.
Voei para entender que tenho mais família do que imaginei e que sou muito mais gente do que supus.
Seja em queda ou pelo ar, me potencializo. Me grito, viro voz e falo obrigado.
Obrigado por ser apenas e só.
Sou árvore. Cigana, mas árvore. Meu lugar é em meio a bahias, florestas e serras.
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