Surdo.
Surdo para ausência que se instala sorrateira no peito.
No meio do bloco, pulando bêbado, beijado e invadido, esqueço que chega o momento de despedir.
Na cama sorrisos e olhares que se cruzam como flechas de dor.
Uma voz que balbucia tremula, "não vá".
Na rua: purpurina, axé do tchanzinho, jazz da magnólia,
Uma voz que balbucia tremula, "não vá".
Na rua: purpurina, axé do tchanzinho, jazz da magnólia,
O sorriso que retornou da Bolívia, do Chile, do Peru.
Retorna e faz meu peito querer ficar.
Mata-me de medo da solidão!
Surdo para tudo isso, mas atento ao desprezo.
Entre paredes familiares, ouço um cala-te!
Ouço a incompreensão dos que deveriam acima de tudo entender.
Ouço, mas grito e calo futuras conversas.
Quarta ou quinta feira de cinzas, toda a cor do carnaval se foi.
Toda a incerteza da despedida se aproxima.
Toda a saudade de quem ainda está.
Fome. Fome de tudo. Fome de medo e prazer.
Em 2 dias e dois quartos me vou embora e deixo para trás aqueles que me fizeram esse Saulo.
Levo apenas o que transforma e que tenho a certeza que jamais trarei de volta.
Retorna e faz meu peito querer ficar.
Mata-me de medo da solidão!
Surdo para tudo isso, mas atento ao desprezo.
Entre paredes familiares, ouço um cala-te!
Ouço a incompreensão dos que deveriam acima de tudo entender.
Ouço, mas grito e calo futuras conversas.
Quarta ou quinta feira de cinzas, toda a cor do carnaval se foi.
Toda a incerteza da despedida se aproxima.
Toda a saudade de quem ainda está.
Fome. Fome de tudo. Fome de medo e prazer.
Em 2 dias e dois quartos me vou embora e deixo para trás aqueles que me fizeram esse Saulo.
Levo apenas o que transforma e que tenho a certeza que jamais trarei de volta.
Velórios de despedida, que se façam aos montes, pois ainda não tenho certeza se devo festejar.
Um último samba, um último beijo, um último grito de carnaval: adeus!
Um último samba, um último beijo, um último grito de carnaval: adeus!