Eu queria palavras mais doces para emoldurar meu peito.
Rangido, trovão, betume, gambá, taquicardia.
Gostaria de amarra-las em um saco de linho e deixar à beira-mar.
Lá onde os pés são banhados pelo sal e as lágrimas correm sem barreiras.
Queria palavras amêndoa, grama, elefante, adjetivos amarelos, verbos de chocolate preenchendo meu corpo.
Faltam-lhe palavras em que caibam ar.
Resta-lhe asfixia.
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